sábado, 20 de outubro de 2012

Modelos em EaD: Interatividade

A atividade de construção colaborativa da timeline no Facebook sobre a História da Educação a Distância continua - na verdade permanecerá aberta durante e após o encerramento do MOOC EaD. Mas já estamos dando o pontapé inicial nas discussões sobre modelos de EaD, que ocorrerão aqui mesmo no blog, com a incorporação de vídeos do YouTube e outros recursos.

Para começar, disponibilizamos este vídeo em que o professor Marco Parangolé discute Interatividade em Educação. O próprio Marco participará das discussões por aqui - no momento ele está em Porto de Galinhas na Reunião Anual da Anped


mas assim que voltar se juntará a nós!

Você acha possível aplicar a Interatividade, tal como descrita por Marco Silva no vídeo, em Educação a Distância? Como?

Durante a II Jornada Educação a Distância: o futuro da arte, Marco defendeu que a EaD deve ser feita em turmas pequenas, entre 20 e 30 alunos, caso contrário não seria possível colocar em prática adequadamente esse modelo interativo. Sabemos, entretanto, que a realidade das turmas de EaD no Brasil é muito diferente - 100, 200, 300 ou mais alunos. É possível conciliar interatividade e turmas maiores?

Ainda na II Jornada Educação a Distância: o futuro da arte, o professor José Manuel Moran defendeu que precisamos posicionar a EaD entre o que consideramos o ideal e as situações concretas que enfrentamos na realidade. Como realizar esse posicionamento em relação à questão da interatividade?

Você pode é claro responder com textos e links por aqui, mas convidamos vocês também a participarem do debate com imagens, podcasts e vídeos curtos enviados ao YouTube, que disponibilizaremos no blog, no nosso canal no YouTube e demais redes.




 Este vídeo continua a conversa lá no YouTube:

Reações:

16 comentários:

  1. Defendo o modelo interativo e colaborativo de educação a distância há bastante tempo, tanto em minha prática quanto em minhas falas e publicações. Entretanto, penso que é necessário propor soluções em que seja possível preservar pelo menos um nível adequado de interação e colaboração em cursos para turmas maiores. Nesse sentido, penso que os MOOCs podem ser uma alternativa, por isso mesmo estamos experimentando com esse modelo nesse curso.

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    1. Olá, João Mattar e demais colegas!

      Interação e Colaboração são pontos necessários como o João Mattar destaca, quando falamos de TIC. Tenho um estudo aprofundando para quem interessar. http://www3.ucdb.br/mestrados/arquivos/dissert/545.pdf

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  2. Olá professor,

    Há algum tempo estudei sobre a arte parangolé e a educação à distância.
    Escrevi um artigo que está no meu site http://tinyurl.com/8vsre27

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  3. O desafio da Educação a Distância é passar do discurso do modelo interativo e colaborativo, para o concreto de operacionalizar esse modelo na realidade brasileira. Penso que o prof. Moran tem razão ao localizar a discussão entre o ideal (teórico) e o concreto (prático). Se esta discussão deseja sair do mundo dos desejos, deve discutir a aplicação difícil dos modelos e evitar cair na discussão fácil desses mesmos modelos e que na realidade, poucos ou nenhuns praticam. Só assim, na minha opinião ela terá sentido e se revelará promotora de uma transformação das práticas associadas à Educação a Ditância.

    João José Fonseca
    https://www.facebook.com/joao.j.fonseca

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  4. Não só é um grande desafio passar do discurso para a prática em educação e EaD, João, como em muitos casos (não estou me referindo ao vídeo nem ao Marco Silva) lemos artigos, dissertações e teses que refletem sobre conceitos e modelos que parecem estar totalmente desvinculados da realidade.

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    1. A academia "pública" está sendo forçada, de repente, a trabalhar com educação a distância, muito fruto do "bolsa EAD". Se as "boas práticas" ainda não foram assumidas e interiorizadas no ensino presencial, fica difícil, de repente fazer uma brusca e forçada transição para as "boas práticas" em EAD. De alguma maneira, estamos todos falando sobre modelos que na prática "não se concretizam" na EAD. Voltando à ideia dos "artigos, dissertações e teses", muitas vezes elas estudam o que todo mundo já sabe que está errado. Não se debruçam sobre o futuro de inovação de se deseja. Refletir "sobre conceitos e modelos" é fácil, dá status e fomenta seminários e congressos. Difícil é concretizar no anônimo dia a dia da prática de quem concretiza EAD. Penso que é para essa reflexão sobre a prática real, que deveremos debater aqui.

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  5. Fico satisfeita em perceber há um empenho grande em disponibilizar materiais e oportunidades de reflexão sobre os recursos disponibilizados e que atendam a demanda educacional.
    Agora, com a abertura desse blog, poderemos realmente interagir e compartilhar experiências vivenciadas ou apenas pensadas e colocar para refletirmos juntos.
    Parabéns aos novos blogueiros.
    Jussara Boaventura Czelusniak.

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  6. Ola João, Marcos, Robson e demais colegas, primeiro, obrigado por mais esta oportunidade de interação.

    Prezado Marcos, discordo quando vc restringe a interatividade às artes de Oiticica, Boal, entre outros. Acredito q eles escancaram com a interatividade já existente nas artes. Toda forma de arte é reflexiva, é interativa, tanto no individual quanto no coletivo (a exceção dos sociopatas talvez). Mas como uma forma de realçar as possibilidades da iteratividade, enfatizando sua importância no processo de ensino/aprendizagem suas colocações são, como sempre, pertinentes.

    E é impressionante que cabeças como Freire, Rogers, Vigotsky, Anísio Teixeira, Frenet entre centenas de outros, já enfatizassem a importância da interação no processo de ensino/aprendizagem a partir de quase um século atrás, e pouco, ou quase nada tenha sido incorporado de forma efetiva no processo de ensino/aprendizagem.

    Em relação a problemática da docência, do professor, concordo com sua colocação. Existem infinitos (dando um pouco de dramaticidade a esta peça textual) problemas dentro desta problemática: o problema da formação, o problema da atualização, o problema da valorização, o problema social, o problema tecnológico, o problema político/pedagógico (um tanto quanto psicopata) e por ai afora.
    O importante é que iniciativas como este MOOC e a participação conectada que temos visto tomem corpo e continuem com as mudanças, mesmo q ainda pequenas e um tanto quanto isoladas.

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  7. Olá todos,

    Não entendi bem onde a participação em vídeo deve ser publicada. Lá no canal do youtube, nos comentários, não consegui... coloco aqui então meus dois centavos a discussão, em vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=uUjLxWvIvSc

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  8. Boa, Sergio! Vamos colocar o vídeo por aqui e de alguma maneira também lá no canal do YouTube.

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  9. Simplesmemente maravilhoso!O Prof. Marco em tempo tão pequeno consegue apresentar a ideia central sobre interatividade e ao mesmo tempo, já a contextua em nossa realidade. O vídeo é claro, objetivo, envolvente, e nos desafia a estudar mais sobre o assunto e a pensar como dar conta disso nas escolas com turmas grandes. Além, é claro, pensar na formação contínua e experiencial dos docentes.
    Adorei!

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  10. Acho perfeitamente possível a co-criação (prof e alunos em turmas grandes).A limitação do trabalho na ead (diferentemente do presencial) a meu ver não é o no. de alunos, pois é possível agrupá-los de diferentes formas e com diferentes critérios, de acordo com interesses, atividades e objetivos previstos. Vejo sim, problema na remuneração em relação ao no. de horas de dedicação do prof/ tutor.Em alguns casos, é possível juntar 2 ou 3 disciplinas, trabalhar com profs/ tutor com a somatória de aulas e ainda contar com profs auxiliares para suporte em alguns serviços.O mais interessante é a riqueza da união de projetos de 2 ou 3 profs.

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  11. Saudações a todos!
    Diante da discussão de modelos de EaD e interatividade, gostaria de abrir uma pauta relacionada a aspectos de interação, fundamental para a educação formal, de modelos de curso de Licenciatura nas áreas de Física e Matemática, cujas características epistemológicas e a alta disciplinarização próprias destes campos, fortalecem a interação do aluno com o conteúdo, mais do que a interação com outros alunos ou com os docentes.

    Nesses cursos a interação é mais facilitada nas disciplinas pedagógicas. Mas, o grande desafio é: como proporcionar interação numa disciplina de conteúdos de Física ou de Matemática? É importante questionar também se essa interação é importante ou em que disciplinas ou até mesmo em que conteúdos ela é importante. Torna-se difícil ter interação onde a linguagem não é a verbal. A tecnologia privilegia a linguagem verbal e, é importante analisar se do ponto de vista epistemológico a interação verbal, nessas áreas de conhecimento, é menor e menos necessária.

    Um desafio inicial do professor ou da equipe que planeja uma disciplina é pensar, como é que o aluno inicia o curso pensando algo e como, ao longo desse processo, esse algo mediado pelo planejamento (que envolve o texto e a interação) faz ele se aproximar mais daquilo que os educadores consideram fundamental que ele se aproprie? Como é que o planejamento de cada disciplina potencializa essa visão interativa?

    Apesar desses questionamentos não abranger todo o contexto dessa problemática, a partir deles e de suas respostas, podemos dar uma direção aos processos interativos. Mas até esse ponto, ainda ficaríamos somente na “teoria” se nossas conjecturas não, interferirem nas questões de ordem financeira, que muitas vezes, direcionam as decisões pedagógicas das Instituições de Ensino pública brasileiras.

    Selma dos Santos Rosa
    Doutoranda em Educação Científica e Tecnológica
    - Universidade Federal de Santa Cataria (UFSC)
    - Skype: selmadossantosrosa
    - http://www.facebook.com/selmasantosrosa#!/

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  12. Concordo com o João que o grande desafio é passar da teoria para a prática.
    No entanto, as TICs tem forçado grandes mudanças para que tenhamos propostas educacionais mais interativas, onde o aluno tem o espaço para manifestar opinião e construir conhecimentos.
    O fato de não ser somente receptor e pode ser autor é um grande avanço.

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  13. Sobre a possibilidade de qualquer um ser professor... Fico pensando na mudança do papel do professor, mudança esta que torna o professor descentralizador, provocador cognitivo, tornando professor e aluno co-participantes no processo de construção de conhecimento. Além disso, temos uma realidade de turmas on-line enormes e os recursos todos da internet à disposição tanto do aluno quando do professor. Será que diante desses novos paradigmas da educação não estamos diante também de novas estruturas de ensino e aprendizagem nas quais professores não serão mais professores e alunos não serão mais alunos? Não seremos todos apenas indivíduos com interesses comuns interagindo e construindo conhecimento? Não é essa a ideia do MOOC, por exemplo?

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  14. Este vídeo continua a conversa daqui http://youtu.be/NWfHFmlXanA

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